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Reseñas:
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“A Quitanda está toda embandeirada, em festa, para homenagear a música de Rosinha de Valença – recebendo, quem diria, ai, ai, Dona Ivone Lara, Hermeto Pascoal, Turíbio Santos, Yamandú Costa, Alcione, Joanna, Martinho da Vila, Célia Vaz, Caetano Veloso, Bebel Gilberto, Chico Buarque e Miúcha”.
(Maria Bethânia)
Quando Maria Bethânia convidou Miúcha para co-produzir um disco em homenagem a Rosinha de Valença, sabia que os reencontros a seguir trariam de volta um pouco da graça e do convívio com a arte e a personalidade de Rosa. Uma das principais características da compositora e violonista era aproximar as pessoas em torno de sua música, com doçura e simplicidade.
Foi ela a primeira a convidar Miúcha para fazer uma turnê nacional, no início dos anos 70. Foi também Rosinha quem realizou um dos discos que mais influenciaram Maria Bethânia - Cheiro de Mato, uma obra prima lançada em 1976. Neste disco está Cabocla Jurema, motivo popular interpretado por Rosinha, que Bethânia e Miúcha recriaram em duo no álbum Brasileirinho.
Dona Yvonne deu a tônica, ao chegar no estúdio improvisando: “Rosa, só me deste alegria, ouvindo seu violão dia e noite, noite e dia”. Dentro deste espírito, vários encontros se deram para namorar a Rosa. Bethânia e Dona Yvonne levam adiante a estrela guia de Sonho Meu. Chico Buarque e Bebel Gilberto cumprimentam as dormideiras em Os Grilos São Astros. Martinho, Miúcha e Célia Vaz trocam o samba pelo blue em Pro Amor de Amsterdam. Alcione e Victor Biglione traduzem o Interior da Rosa: “Maninha me traga um pouco do verde que te cerca”.
Miúcha assume Meus Zelos, com coro e arranjo do maestro Alem. Bethânia leva a Usina de Prata além do ninho da solidão e tem a companhia de Miúcha e Célia Vaz em Madrinha Lua. Rosinha esta Menina, de Paulinho da Viola, traz uma nova geração de instrumentistas, representada por Yamandú Costa e o Trio Madeira Brasil. Hermeto Pascoal e Jaime Alem passam uma descompostura no convencionalismo em Mais uma Rosa. Faixa composta especialmente para este disco, assim como o Prelúdio da Rosa, de Turíbio Santos. A gravação de Rosinha para Pedacinhos do Céu, faixa de abertura do álbum, é um pedacinho de Cheiro de Mato em Namorando a Rosa.
A Rosa venerada por concertistas tem origens bem populares. No som do Chuá, Chuá, de Ary Pavão e Pedro de Sá Pereira, pelo encontro de Joanna e Bethânia. Na Pescaria, de Wilson Ribeiro Pimentel e Conceição Alves Ferreira, velho samba do Recôncavo, cantado por Caetano e Bethânia, fisgado na memória afetiva das noites pesqueiras protagonizadas por Rosinha, ao som das duplas sertanejas no radinho de pilha – com viola e violão afinados.
Foi Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, quem acrescentou a terra natal – Valença - ao nome artístico de Rosinha. “Ela toca por toda uma cidade”, justificava. Onde a música tem cheiro de terra molhada e gosto de comida caseira, a Rosa permanece emanando um pouco do verde que cerca sua arte brasileira.
Artistas:
Bebel Gilberto - Caetano Veloso - Célia Vaz - Chico Buarque - Hermeto Pascoal - Maria Bethânia - Martinho da Vila - Miúcha - Yamandú Costa |
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